A "Alma Latina"!
Oi, Gente!!
Me amarrei neste vídeo, e na "alma latina" fantástica que ele traz! A Banda patáx fez uma roupagem no ritmo [Flamenco] para a música "Billie Jean", do Michael Jackson... Não tem como deixar de [ouvir] o vídeo inteiro!
Obs: Aos músicos e bons apreciadores, um fone de ouvido, por favor! #OrlandoJunior #VidaeMúsica #Flamenco #AlmaLatina
Curtam esse som!
Abraço!
quarta-feira, 3 de setembro de 2014
sexta-feira, 8 de agosto de 2014
A coragem de se retirar
O testemunho de vida de Eliana Ribeiro
O tempo vai dizer. O Espírito vai soprar. Cabe a mim e a você, ouvir e obedecer o Espírito.
Um abraço!
Orlando Junior - Canção Nova
Curta a minha fan page: facebook.com/orlandojrcn
Olá, amigos!!
Eu gostei muito do "sinal de vida" que a Eliana Ribeiro deu na sua página do Facebook. Muita gente tá com saudade dela (eu também), da música, da oração, da pessoa da Eliana Ribeiro na TV e nos palcos da Canção Nova e pelo Brasil afora. Mas este momento de ausência tem um "para quê". Leia um trecho da postagem dela:
"Em Janeiro deste ano, solicitei ao conselho da Comunidade Canção Nova um tempo para uma retomada de vida pessoal, motivo pelo qual me afastei da mídia, das redes sociais, dos eventos internos e externos. Fui atendida prontamente e recebi toda ajuda necessária para esta restauração.
Eu não tive depressão ou qualquer outra doença que pudesse caracterizar uma limitação física ou psicológica, apenas verifiquei que depois de toda a minha doação na missão, precisava dedicar mais tempo à minha família, à comunidade a qual pertenço e o mais importante, precisava de uma retomada na minha vida espiritual." (Eliana Ribeiro, via Facebook)
Foi um sinal de vida permitido por ela mesma e pelo Senhor, como se fosse um acordo, tipo: "Senhor, é só um 'oi', mas vou continuar a me refazer". Eu interpretei assim. Não é fácil admitir que é preciso se refazer, principalmente para artistas como nós. A gente passa por tanta coisa, por tanta dificuldade e prossegue, mas chega um momento que a gente acostuma e diz: "Dá pra continuar, vamo pra cima!". Muitas vezes, este é o nosso erro. O demônio por várias vezes nos faz perecer ou cair, não é simplesmente pela batalha que travamos, mas pelo cansaço da batalha que travamos. Não percebemos o nosso próprio cansaço, nossos próprios ferimentos.
Vejo que nós não temos tanta sabedoria assim. Nós, artistas? Não temos mesmo! Não somos tão sábios. Nossa própria veia artística, nosso otimismo aflorado nos trai de forma constante, nossa autossuficiência. São Paulo mesmo já dizia que nós "carregamos este tesouro em vasos de barro". Mas temos chance, temos coragem! E é essa coragem que nós precisamos usar, para nos retirarmos na hora de Deus, porque Ele é sábio, nos incomoda por dentro e usa da nossa própria coragem para nos alcançar. Já dizia o Jurandyr Mello no seu samba:
"Também preciso me retirar, a minha sede saciar,
na fonte de todo amar;
na fonte de todo amar;
As minhas forças em Ti renovar, sozinho não posso continuar,
vem meu viver resgatar"
vem meu viver resgatar"
(Música Sede de Amar - Marcelo Gomes / Codimuc)
Um retiro espiritual de tempos em tempos é uma boa respirada pra um ministro de música. Um diretor espiritual é fundamental. Cada músico tem um jeito de viver a fé e a espiritualidade. Se você achar que só um retiro não serve, e se ver na necessidade de fazer como a Eliana, busque um bom acompanhamento e vá em frente.
Pode ter gente que ache que sair de cena é correr o risco de não voltar a bombar e ser conhecido, mas isso é próprio de um profeta, de um ministro de música, que não tem fã-clube, não tem fama, não tem glórias. Tem apensas uma missão. Vários grupos passaram por isso. Aqui vão alguns exemplos:
- Banda Canção Nova - Foi desfeita na década de 90 pelo Monsenhor Jonas Abib. Até hoje vem gente me falar que viu o Dunga na lanchonete da CN vendendo pão de queijo depois que a banda acabou. E olha onde ele está hoje. E o que dizer da Adriana Arydes? Deus é fiel, e ele também foram!
- Banda Vida Reluz - Depois de um tempo de espera, Pe Joãozinho faz a apresentação do CD Deus Imenso resumindo o tempo em que eles precisavam se refazer. Também estão dando frutos até hoje.
- Por falar em frutos, a Missão Mensagem Brasil também viveu podas e momentos de retirada. O CD Frutos (1998) é a resposta para o retorno deles, depois de tudo o que passaram. Estão aí, firmes. Poderia falar de muitos outros aqui, mas fica a pergunta:
Como estou hoje? Preciso me retirar? É o momento?
Um abraço!
Orlando Junior - Canção Nova
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sexta-feira, 27 de junho de 2014
Cachê do Músico Católico
O direito daqueles que dão a vida com a voz e a música
Oi, Gente! Estou aqui mais uma vez com temas ainda mais importantes pra nós, músicos. E hoje o assunto é realmente este: o cachê do músico católico. Eu mesmo já perguntei pra muita gente mais experiente e mais rodada do que eu sobre este tema, mas agora eu me vejo um pouco mais apto pra poder falar sobre isto. Na minha pesquisa sobre o bendito "cachê do músico", percebi que:
1º - Nós valorizamos a música católica, mas não o músico católico. Uma coisa é bem diferente da outra, mas estão intimamente ligadas;
2º - Criamos "facções" (veladas ou explícitas) que apoiam só a determinados grupos de música na Igreja, e excluem outros. Ou ainda, somos anexados a facções já criadas, infelizmente.
Eu acredito que os organizadores de eventos (que vão desde megashows até festas de padroeiro e quermesses) podem fazer perguntas para si mesmos, tais como: Eu conheço bem quem eu quero trazer pro meu evento? Quero trazer esta banda ou cantor pelo gosto do povo ou pelo gosto de alguns? Eu tenho disposição em acolher as propostas que serão feitas ou sou irredutível nas minhas convicções? Essa banda/artista ajuda a sustentar alguma obra ou comunidade com seus shows? Eu posso oferecer a estrutura que o músico me pede para sua apresentação?
Acredito que o recado está dado. Que Deus nos ajude a sermos mais Igreja, e que valorizemos a música católica cada vez mais, em todas as suas vertentes e estilos!
Orlando Junior - Canção Nova
Oi, Gente! Estou aqui mais uma vez com temas ainda mais importantes pra nós, músicos. E hoje o assunto é realmente este: o cachê do músico católico. Eu mesmo já perguntei pra muita gente mais experiente e mais rodada do que eu sobre este tema, mas agora eu me vejo um pouco mais apto pra poder falar sobre isto. Na minha pesquisa sobre o bendito "cachê do músico", percebi que:
1º - Nós valorizamos a música católica, mas não o músico católico. Uma coisa é bem diferente da outra, mas estão intimamente ligadas;
2º - Criamos "facções" (veladas ou explícitas) que apoiam só a determinados grupos de música na Igreja, e excluem outros. Ou ainda, somos anexados a facções já criadas, infelizmente.
Essas duas realidades acontecem em todo o Brasil, mas a falta de incentivo e de apreciação da música católica acaba corroendo por dentro tanto paróquias quanto comunidades. Bem, o fato é esse! Muitas vezes somos ignorados no nosso ministério. E isso também tem a ver com o cachê. O Padre Zezinho, SCJ fala sobre isso:
"Operário é digno de seu sustento (Mt 10,10). Também os cantores da fé. O debate é mais quanto ao preço que quanto a retribuição. Há quem ache exagerado determinado preço de show ou apresentação... Podem ter razão e podem estar sendo injustos... Para isso existem diálogo e negociação".
Quando um grupo, paróquia ou comunidade vai organizar um show ou apresentação, é bom levar em conta certas coisas antes de chamar uma banda ou cantor. A primeira coisa a ter ciência é de que cada grupo tem seu estilo, suas características e suas necessidades também, inclusive financeiras.
"O tempo costuma dar respostas que os opositores solicitam. Onde moram? Como moram? A quem ajudam? O que possuem? Como servem? Cobram antes? Aceitam receber depois? Precisam de adiantamento? De quanto? São flexíveis na negociação? Estão lá pra servir? É serviço ou autopromoção?"
Na minha opinião, é preciso conversar bastante (mas sem rodeios), e prestar atenção para não dizer por aí que tal grupo de música cobrou um absurdo por 2 horas de show, ou ainda que tal paróquia ou grupo é mal pagador ou "mão de vaca". Diálogo e compreensão é tudo nesta vida, e agindo com transparência de ambos os lados, todos ganham. Somos Igreja!
"Quem acha que é fácil montar um grupo de canto e pregação, não tem a menor ideia do que significam os ensaios, o cansaço, as críticas, a competição, o puxar de tapetes e as indiretas que se ouvem, quando quem veio ver ou contratou já tem seus ídolos e seu jeito de ser católico".
Eu acredito que os organizadores de eventos (que vão desde megashows até festas de padroeiro e quermesses) podem fazer perguntas para si mesmos, tais como: Eu conheço bem quem eu quero trazer pro meu evento? Quero trazer esta banda ou cantor pelo gosto do povo ou pelo gosto de alguns? Eu tenho disposição em acolher as propostas que serão feitas ou sou irredutível nas minhas convicções? Essa banda/artista ajuda a sustentar alguma obra ou comunidade com seus shows? Eu posso oferecer a estrutura que o músico me pede para sua apresentação?
"Há tantos para escolher... Não chame qualquer um, nem aceite qualquer proposta. Mas não nivele, porque isso também é injusto. Vinte anos de serviço não são seis meses!"
Acredito que o recado está dado. Que Deus nos ajude a sermos mais Igreja, e que valorizemos a música católica cada vez mais, em todas as suas vertentes e estilos!
Orlando Junior - Canção Nova
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